O projeto Audiovisual Popular: Cidadania, Acessibilidade e Justiça Social, contemplado pela Lei Paulo Gustavo no município de Jataí (GO), promoveu formação prática em produção audiovisual utilizando celulares e ferramentas gratuitas. Por meio de oficinas voltadas especialmente a grupos historicamente marginalizados, a iniciativa buscou democratizar o acesso ao audiovisual e fortalecer a comunicação cidadã, capacitando participantes para produzirem suas próprias narrativas.
O projeto realizou quatro oficinas práticas e formativas sobre produção audiovisual, utilizando celulares e ferramentas gratuitas, com foco na justiça social e na cidadania. A proposta considerou as transformações ocorridas na produção audiovisual a partir da popularização de tecnologias portáteis, especialmente os celulares, que ampliaram as possibilidades de produção, registro e edição de conteúdos. Esse processo contribuiu para tornar a linguagem audiovisual mais acessível e possibilitou a abordagem de temáticas pouco exploradas, bem como a produção de narrativas por grupos que historicamente encontraram barreiras econômicas e tecnológicas para acessar os meios de produção audiovisual.
O projeto teve como objetivo capacitar pessoas pertencentes a grupos historicamente vulnerabilizados, entre elas mulheres, pessoas negras, imigrantes, população de baixa renda, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+, para utilizarem o audiovisual como ferramenta de comunicação acessível e inclusiva. As atividades buscaram ampliar as possibilidades para que as/os participantes pudessem produzir suas próprias narrativas e expressar, de maneira criativa, suas realidades, experiências, lutas e reivindicações sociais.
A importância do projeto esteve relacionada à democratização do acesso à produção audiovisual, compreendendo-a como uma linguagem artística e comunicacional com potencial para a construção de narrativas contra-hegemônicas e para o fortalecimento da cidadania. Ao proporcionar conhecimentos e ferramentas para a produção de conteúdos próprios, a iniciativa incentivou o protagonismo dos participantes e o engajamento em questões relacionadas à justiça social, à inclusão e aos direitos humanos.
A proposta surgiu da necessidade de criar alternativas acessíveis para que diferentes comunidades, especialmente aquelas historicamente invisibilizadas, pudessem produzir e compartilhar suas próprias narrativas. Em uma sociedade marcada pela presença das tecnologias digitais, o uso do celular como principal ferramenta de produção contribuiu para reduzir barreiras econômicas e tecnológicas, aproximando as/os participantes das possibilidades de criação audiovisual.
Realizado junto à comunidade de Jataí (GO), o projeto desenvolveu oficinas que abordaram diferentes etapas e dimensões da produção audiovisual, desde a construção de roteiros até a produção e edição de vídeos e a discussão sobre acessibilidade. As atividades proporcionaram experiências práticas de criação e aprendizagem, estimulando as/os participantes a compreenderem o audiovisual como instrumento de expressão, reflexão, comunicação cidadã e intervenção em suas próprias comunidades.
